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Fumaça de cigarro é mais prejudicial do que se sabia 10/02/2010 - GERAL
09/02/10 - 21h09
O cigarro deixa no ar uma nicotina residual, que dura meses em paredes, móveis e utensílios. Um perigo para as crianças que brincam no chão e têm mais risco de entrar em contato com esses resíduos.
Nos Estados Unidos, cientistas anunciaram que os males provocados pela fumaça do cigarro são ainda mais prejudiciais à saúde do que se sabia.
Que respirar a fumaça do cigarro alheio faz mal à saúde todo mundo já sabe. O que a ciência descobriu agora é que o fumante passivo não é só aquele que está do lado de quem fuma.
É aquele que andou pelo mesmo elevador, que passou pela mesma sala. É quem pisou em um carpete, encostou em uma cortina, tocou em um móvel, enfim, em todo canto por onde alguém tenha fumado um cigarro.
A pesquisa foi publicada pela Academia Nacional de Ciência dos Estados Unidos. E, de acordo com os cientistas, o cigarro deixa no ar uma nicotina residual. Ela dura meses impregnada em paredes, móveis e utensílios. Um perigo, sobretudo, para as crianças que brincam mais no chão e, portanto, têm mais risco de entrar em contato com esses resíduos tóxicos.
Os cientistas puseram cigarros para queimar e constataram que os resíduos da fumaça provocam uma reação química. O ácido nitroso, que está no ar vindo, por exemplo, da queima de gás de cozinha, de aquecedores, ou do escapamento de carros e caminhões, quando entra em contato com a nicotina gera um tipo de nitrosamina, um composto químico que provoca câncer.
Segundos os pesquisadores, fumar do lado de fora ou num quarto ventilado não faz muita diferença, já que a nicotina se prende à roupa e à pele do fumante.
Portanto, aquele que absorve essa substância química sem perceber, é, sem saber, um fumante de terceiro grau.
Fonte: Jornal Nacional - TV Globo em 10-02-2010.
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